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RJTV – Criminosos cobram pedágio de candidatos em favela de Itaboraí

Material de propaganda era danificado de quem não entrasse no esquema.  Segundo a Polícia Civil, o valor pago seria de trinta a cinquenta mil reais.

Uma investigação da Polícia Civil acabou descobrindo um crime eleitoral, em Itaboraí, na Região Metropolitana, do Rio. Na Favela da Reta, onde vivem quase vinte mil pessoas, bandidos exigiam o pagamento de pedágio
para que candidatos pudessem fazer campanha na comunidade. Quem não pagasse, tinha o material de propaganda danificado. Além disso, os moradores também seriam ameaçados e obrigados a votar nos candidatos que aceitassem o esquema. A polícia não divulgou os nomes dos envolvidos para não atrapalhar as investigações.

A Polícia Civil investigava a existência de um cemitério clandestino na Favela da Reta. e acabou descobrindo que traficantes cobravam para que os candidatos à eleição fizessem campanha dentro da comunidade. O valor pago seria de trinta a cinquenta mil reais, e segundo as investigações, pelo menos cinco candidatos teriam concordado com o esquema.

A Justiça Eleitoral foi acionada e fez incursões na comunidade. Os fiscais confirmaram a cobrança do pedágio, que teria sido aceita por um grupo político da cidade. Os nomes não foram divulgados porque o processo corre em segredo de justiça.
Foi encontrada uma agenda numa casa de uma pessoa que era envolvida no tráfico, com uma relação de pessoas que estariam supostamemnte estaria pagando o tráfico, e vamos ver a conclusão de perícia judiciária.

O TRE ainda recebeu informações pelo disque denúncia eleitoral e está investigando quem seria o responsável pela construção desta quadra esportiva, que seria uma doação do mesmo grupo político que pagou propina aos criminosos. A obra já foi embargada.

Operação dos fiscais
Nesta quinta-feira (4), a justiça eleitoral esteve na comunidade para uma operação contra a propaganda eleitoral irregular. Para garantir a segurança, a Polícia Militar acompanhou a ação. Os fiscais do TRE encontraram novas provas da ação dos traficantes. Galhardetes onde o rosto dos candidatos foi cortado, por não ter pago a propina.
Itaboraí é uma das cidades do estado que vai receber tropas federais para reforçar a segurança na votação de domingo (7). Para garantir o direito de escolha dos eleitores, os militares já estão reforçando o patrulhamento na capital desde o início da semana.

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Moradores protestam contra prefeito e saúde pública de Itaboraí

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Seis meses após a morte de Maicon Soares, moradores de Itambi realizaram uma manifestação contra a administração do prefeito Sérgio Soares e a saúde do município. Os manifestantes também pediam uma resposta da comissão de saúde instalada na Câmara de Vereadores para investigar a morte do rapaz e a instalação de uma CPI da Saúde. Os moradores ainda pediam, com cartazes, mais respeito à saúde pública.

“A vida do meu filho ninguém vai trazer de volta, mas o que estamos querendo é que outras famílias não sofram como nós estamos sofrendo. Queremos uma basta, chega de tanto descaso”, protestou Gislane Soares, mãe de Maicon.

 

A Secretaria de Saúde de Itaboraí passa por uma grande crise administrativa desde o início do mandato de Sérgio Soares, em três anos e meio, 14 secretários foram responsáveis pelo setor. Greves e manifestações de médicos e profissionais da saúde são constantes. Além dos problemas administrativos, o único hospital da cidade possui apenas 110 leitos, o que não é suficiente para atender à população, que cresce rapidamente com a chegada do Comperj. Os médicos da unidade chegaram a cogitar um pedido de demissão em massa, os profissionais reclamam atrasos no salário e sobrecarga de trabalho.

 

 

Caso Maicon

Segundo familiares de Maicon, ele teve fraturas múltiplas na face depois de um acidente e ficou internado um mês na unidade à espera de cirurgia. Ele faleceu no dia 4 de abril, após sofrer uma parada cardíaca. A família diz que a cirurgia de reconstrução da face não foi autorizada pelo secretário de Saúde do município, sob a alegação de que a operação não tinha caráter de urgência.

No dia 3 de março, Maicon Soares deu entrada no Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior, após sofrer um acidente de moto. O rapaz sofreu lesões na face e deveria pagar por uma cirurgia de reconstituição facial. O acidente não afetou nenhum órgão vital de Maicon, que aguardava apenas pela cirurgia, mas o processo cirúrgico dependia de material especializado, que não teria sido pago pela prefeitura. Com o tempo, Maicon desenvolveu uma série de infecções e teve três paradas cardíacas, vindo a falecer no dia 4 de abril.

 

Uma Comissão de Saúde foi instalada na Câmara de Vereadores, para ouvir os médicos, o diretor do hospital e ter acesso ao prontuário médico de Maicon. Apenas os médicos foram ouvidos, uma nova sessão para ouvir o diretor do hospital e o então Secretário de Saúde, César Alonso, não foi marcada, e até hoje os familiares esperam por respostas.

 

familiares do rapaz morto no Leal Júnior ainda lutam por respostas. Maicon faleceu sofreu uma parada cardíaca e faleceu no dia 3 de abril, depois de ficar um mês internado no Hospital Municipal Desembargador Leal Júnior, a espera de uma cirurgia de reconstituição da face.

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O GLOBO – TRE faz operação em Itaboraí contra irregularidades na campanha

Fiscais do TRE retiram propaganda irregular em ItaboraíFoto: O Globo / Pablo Jacob

Fiscais do TRE retiram propaganda irregular em ItaboraíO GLOBO / PABLO JACOB

RIO – O Tribunal Regional Eleitoral do Rio (TRE-RJ) realizou nesta quarta-feira uma grande operação de combate a irregularidades em Itaboraí. Com investimento de R$ 16,5 bilhões no Complexo Petroquímico do Estado do Rio (Comperj), o município, a 45 quilômetros do Rio, é palco de uma acirrada disputa entre cinco candidatos à prefeitura.

O presidente do TRE, Luiz Zveiter, está em Itaboraí e vai se reunir com os cinco candidatos à prefeitura.

- O TRE verificou o acirramento da disputa em municípios que estão recebendo altos investimentos, como Itaboraí. Vamos conversar com os candidatos para mostrar que eles não podem se eleger a qualquer custo.

A equipe de fiscalização do TRE recolheu galhardetes e placas de propaganda eleitoral em locais proibidos. Foi apreeendida uma Kombi com material de campanha do candidato do PR, Altineu Cortes, que levava pacientes para o Posto de Saúde Professor Milton Rodrigues Rocha, no Centro. Os fiscais também fotografaram carros de som de campanha. O material recolhido será encaminhado ao Ministério Público Eleitoral para que seja avaliado.

Foi apurada ainda a denúncia de que a cobertura de uma quadra esportiva, na Rua Raimundo Ferreira de Moraes, estaria sendo construída por um candidato a vereador apoiado por traficantes, o que não foi confirmado. A operação contou com o apoio das polícias Civil, Militar, Federal e Rodoviária Federal, além de um carro blindado.

Itaboraí é um dos oito municípios para os quais o TRE-RJ pediu a presença de tropas federais no dia das eleições. No início do mês, o coordenador de campanha do candidato a prefeito pelo PMDB, Helil Cardozo, sofreu um atentado em frente ao comitê de campanha. O carro do assessor Wellington Campos foi alvejado por sete tiros. Na hora do ataque, não havia ninguém no carro.

No escritório de campanha de Altineu Cortes, candidato do PR, já foram encontradas cópias de títulos de eleitores. Lá, os fiscais apreenderam ainda uma agenda onde havia detalhes sobre encontros com eleitores no período quando era proibida a campanha eleitoral. Nestas mesmas anotações, havia informações sobre doações de camisetas e balas. Foi encontrado também um dossiê com recortes de jornal e fotos de campanha do adversário de Altineu na disputa Márcio Panisset (PDT)

 

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